Pular para o conteúdo

Segurança do Paciente

O que escrever na pulseira de identificação hospitalar

Publicado em

O que escrever na pulseira de identificação hospitalar

A resposta sobre o que escrever na pulseira de identificação está no Protocolo de Identificação do Paciente do Ministério da Saúde: pulseira branca padronizada, com pelo menos dois identificadores. São aceitos o nome completo do paciente, o nome completo da mãe, a data de nascimento e o número do prontuário. Já o número do leito não pode ser usado como identificador em nenhuma situação.

Aqui você vê as exigências do protocolo, a forma como dois hospitais públicos distribuíram os dados em seus procedimentos e a conduta para o paciente que chega sem nome.

Quais dados escrever na pulseira de identificação?

O protocolo traz uma lista, e ao menos dois identificadores dela precisam estar na pulseira:

  • nome completo do paciente;
  • nome completo da mãe do paciente;
  • data de nascimento do paciente;
  • número de prontuário do paciente.

Abreviar o nome não é permitido. Ao tratar da conferência, o protocolo reforça: "deve constar o nome completo do paciente, sem abreviaturas". Para a data de nascimento, o formato é o curto, DD/MM/AAAA, por exemplo 07/06/2005.

Cabe ao serviço de saúde decidir quais serão os dois (ou mais) identificadores. O POP da RioSaúde (2025), por exemplo, trabalha com nome completo, sem abreviações, e data de nascimento. O POP do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG/Ebserh) adota três: nome completo sem abreviaturas, data de nascimento e prontuário.

Dados que não valem como identificador

Há informações que parecem ajudar, mas que o protocolo proíbe como forma de identificar o paciente. Veja o resumo na tabela.

Informação Vale como identificador? Motivo
Nome completo Sim Está na lista do protocolo
Nome completo da mãe Sim Está na lista; é o dado mínimo do recém-nascido
Data de nascimento (DD/MM/AAAA) Sim Está na lista
Número do prontuário Sim Está na lista
Número do quarto, enfermaria ou leito Não Risco de troca durante a internação
Pulseira ou etiqueta colorida de alerta Não Aumenta o risco de erro de identificação
Endereço Só como dado adicional Usado em transferência entre serviços

Como o paciente troca de lugar durante a internação, o leito não entra. O protocolo afirma que o número do quarto, da enfermaria ou do leito "não pode ser usado como um identificador, em função do risco de trocas". Com a cor da pulseira acontece algo parecido: ela indica um risco e não diz quem é a pessoa. O artigo sobre as cores da pulseira do hospital mostra o que cada cor costuma sinalizar.

Os dados precisam seguir uma ordem padronizada?

Precisam. Dentro de uma mesma unidade de saúde, todas as pulseiras devem repetir a mesma disposição, ordem e estilo da informação, conforme o protocolo. A justificativa do próprio texto é que a padronização facilita a leitura das pulseiras e evita erros, pois o nome aparece sempre no mesmo ponto para quem confere.

Qual dado abre a pulseira, isso o protocolo não determina. A ordem é definida por cada hospital no seu POP e vale para todas as pulseiras, sejam impressas ou escritas à mão. O HUAC, por exemplo, mostra no anexo do POP o modelo da pulseira com os dados necessários, e seu fluxograma orienta a imprimir "nome completo, DN e Nº do prontuário do paciente".

Que dados vão na pulseira do recém-nascido?

Para o recém-nascido, os cuidados são maiores. O mínimo exigido na pulseira é o nome da mãe e o número do prontuário do recém-nascido, somados aos demais dados que o serviço padronizar. A recomendação do protocolo é que a pulseira do bebê fique preferencialmente no tornozelo.

Os POPs vão além desse mínimo. No HUAC, entram nome da mãe, data de nascimento e prontuário do RN. Na RioSaúde, o bebê recebe duas pulseiras, uma no punho e outra no tornozelo, com "RN de" seguido do nome da mãe, sexo do RN, data e hora do parto e, em gêmeos, G1, G2 e assim por diante. O tamanho da pulseira também é outro para esse público, como mostra a página da pulseira neonatal.

Como identificar o paciente que chega sem nome?

Se a identidade não puder ser obtida na admissão, o protocolo autoriza o uso do número do prontuário junto com as características físicas mais relevantes, entre elas sexo e raça. Como exemplos de descritores, a RioSaúde cita "Homem negro" e "Mulher parda".

A regra é complementada pelo Protocolo de Segurança na Prescrição de Medicamentos. Nas emergências e catástrofes, um código diferente é atribuído a cada paciente sem identificação e somado ao número do prontuário ou do registro de atendimento. O mesmo texto afirma que deve ser abolido o uso de "NI" (não identificado) para todos esses pacientes, em razão do risco de erro de medicação.

Quando o paciente é transferido de um serviço para outro, o número do prontuário não vai com ele, e por isso o endereço pode servir de identificador adicional. Para a pessoa trazida pela ambulância sem identificador algum, devem ser registrados o local e o horário do resgate, o número de registro do atendimento da ambulância e a descrição física.

O que o protocolo pede para a pulseira ser legível?

A legibilidade não é questão de aparência: é uma exigência do protocolo. Seu apêndice de especificações determina:

  • fonte comum e fácil de ler, com tamanho mínimo entre 12 e 14 pontos;
  • proibição de itálico, de fontes ornamentadas e de letra que imita manuscrito;
  • cor de impressão que possa ser lida por pessoas com deficiência visual e em locais com pouca luz, como uma enfermaria à noite;
  • espaço bastante para nomes longos, múltiplos e hifenizados;
  • etiquetas pré-impressas do tamanho da pulseira, já que a etiqueta grande demais dá a volta e esconde a informação.

Além disso, a informação não pode se desgastar ao longo da internação. Ela tem de seguir legível mesmo depois do contato com água, sabão, detergentes, géis, álcool, sangue e outros líquidos corporais.

Impressa ou escrita à mão: qual forma usar?

O protocolo aceita as duas formas e afirma que os identificadores "podem ser impressos de forma digital ou podem ser manuscritos". Cada uma, porém, vem com sua própria exigência.

Impressa Manuscrita
Exigência do protocolo Impressão durável, impermeável, segura e inviolável Durabilidade da informação, com canetas especiais
Letra Fonte comum, 12 a 14 pontos no mínimo Letra de forma, em tamanho adequado
Padronização Segue o modelo configurado no sistema Depende de quem escreve
Uso típico nos POPs Regra na admissão Exceção ou contingência

Nos POPs, a pulseira escrita à mão aparece como exceção. A RioSaúde estabelece que os identificadores sejam impressos de forma digital. O HUAC imprime a pulseira e reserva o preenchimento manual para "em casos excepcionais", usando caneta especial de tinta azul ou preta e letra de forma legível. A impressão feita a partir do cadastro tem ainda uma vantagem: todas as pulseiras saem com os dados na mesma ordem e no mesmo estilo, que é o que o protocolo exige.

Como a idband ajuda nessa etapa

As pulseiras de identificação da idband são fabricadas em BOPP e fornecidas em rolo. No momento da admissão, o próprio hospital imprime a pulseira térmica branca em impressora de etiquetas com sensor de marca preta. Há tamanhos adulto, pediátrico, infantil e neonatal. O material é à prova d'água e recebe verniz contra álcool e produtos de limpeza. Para o hospital que preenche à mão, a pulseira personalizada pode vir com campos impressos para escrever.

Dúvidas comuns

Qual é o número mínimo de dados na pulseira de identificação?

Dois identificadores, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde. Há serviços que usam mais: o POP do HUAC, por exemplo, adota três, que são nome completo, data de nascimento e prontuário.

O número do leito pode aparecer na pulseira?

Como identificador, não. Quarto, enfermaria e leito não podem ser usados para identificar o paciente, segundo o protocolo, porque há risco de troca durante a internação.

É permitido abreviar o nome do paciente?

Não. A exigência do protocolo é o nome completo, sem abreviaturas, com espaço suficiente para nomes longos e compostos.

Em que formato vai a data de nascimento?

No formato DD/MM/AAAA, como em 07/06/2005, de acordo com o apêndice do protocolo.

É permitido preencher a pulseira à mão?

Sim, desde que em letra de forma e com caneta especial que garanta a durabilidade. Nos POPs consultados, a regra é imprimir, e a escrita à mão fica como exceção.

Fontes

Seu hospital precisa de pulseiras de identificação?

Compre direto de quem fabrica, com envio para todo o Brasil.

Pedir orçamento